Estresse na quarentena

Neste vídeo o Dr. Sergio Klepacz da Clínica TotalBalance comenta sobre a estresse quarentena.

Siga também o programa no Instagram:

https://www.instagram.com/clinicatotalbalance

Transcrição

Vivemos uma situação inusitada: vivemos uma quarentena total, e mesmo pessoas que, teoricamente, não estão infectadas ou com o risco de serem infectadas, estão em total isolamento ou quarentena.

A quarentena surgiu na Itália, em Veneza particularmente, há muitos anos atrás, há séculos atrás, como forma de isolar os pacientes portadores de lepra, ou hanseníase, mas esse tipo de situação, possivelmente nunca vivemos isso na história, pelo menos não se tem notícia, do mundo estar envolvido em uma quarentena global. Vivemos, portanto, um estresse crônico.

O que que é o estresse verdadeiro? Diferente daquele estresse que você tem no dia a dia, que você tem que trabalhar, você está preocupado, etc., etc., aquilo não é um estresse real. O estresse real é quando você tem liberação do cortisol, ou do hormônio do medo. Quando você perde o controle, de certa forma, da liberação do cortisol, o seu corpo entra em um processo de estresse crônico, e nós temos alguns elementos dessa situação que favorecem o aparecimento do estresse crônico.

Por exemplo, a incapacidade de prever fatos. Essa coisa da desinformação e realmente da incerteza quanto ao futuro é um grande fator de estresse, que está, de certa forma, machucando as pessoas.

Outro fator importante é a incapacidade de compensar frustrações. As pessoas que estão muito estressadas, estão com um pico de liberação de cortisol, toda vez que não conseguem compensar alguma coisa frustrante que aconteceu no dia a dia, nós fazemos constantemente isso, saímos para dar uma volta, para distrair, esse tipo de coisa assim.

Nós ficamos focados nessa sensação de insegurança, isso, principalmente, é um elemento perigoso do estresse crônico. Nós temos que tentar desviar a cabeça nossa dessa coisa da insegurança, temos que tentar convencer nós mesmos que tudo vai dar certo. Seria uma forma de tentar escapar disso.

E a consequência desse estresse crônico, ao longo do tempo, pode ser, para algumas pessoas, piora do estado de depressão ou de ansiedade. É uma preocupação que todos nós, da área médica, temos. Então, não existe uma fórmula exata, cada um vai procurar compensar a sua frustração do jeito que achar melhor.

E acredito que se nós conseguirmos ser otimistas, estamos fazendo um grande bem a nós mesmos.

Publicado por Dr. Sergio Klepacz

Dr. Sergio Klepacz CRM 39099 – Médico psiquiatra desde 1983 pela Santa Casa de São Paulo, mestrado em psicofarmacologia pela Unifesp. Diretor da clinica TotalBalance Medicina Integrada.

Deixe uma resposta